terça-feira, 15 de maio de 2012

Carlos DeLuna executado no Texas afinal estava inocente

Carlos DeLuna foi preso pelo assassinato de Wanda Lopez, julgado e condenado à morte. Seis anos depois do julgamento, foi executado. Esta segunda-feira, uma publicação académica desmontou o caso e provou que o Estado norte-americano do Texas executou um inocente.


- Carlos DeLuna no departamento policial de Corpus Christi, no Estado do Texas -



Em fevereiro de 1983, Carlos DeLuna foi acusado de esfaquear até à morte, com uma faca de caça, uma mulher que trabalhava num posto de gasolina na cidade de Corpus Christi, no Texas.

Agora, pouco mais de 29 anos depois, a "Columbia Human Rights Law Review", da Faculdade de Direito da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos da América, voltou a estudar o caso e concluiu que Carlos DeLuna era inocente.

O professor James Liebman, juntamente com 12 estudantes da Universidade de Columbia, publicaram um documento, com o título "O homónimo Carlos: Anatomia de uma execução injusta", que desmonta - passo a passo - a história de Carlos até chegar à conclusão controversa de que se executou um inocente.

A cena do crime, as gravações da cobertura feita pela comunicação social, os interrogatórios a Carlos ou a aplicação de leis no Estado do Texas são alguns dos elementos que fazem parte das pesquisas.

Há cerca de seis anos, um dos nove juízes do Supremo Tribunal de Justiça dos EUA, Antonin Scalia, defensor na pena de morte, disse que "não há um único caso em que uma pessoa tenha sida executada por um crime que não cometeu".

A investigação do caso de Carlos vem provar que a declaração não é verdadeira.

A história do crime

O processo inicial do crime conta que Wanda Lopez foi surpreendida no seu estabelecimento de emprego por um homem mexicano com uma faca e ligou, imediatamente, para a polícia.

Quando a polícia chegou ao local, Wanda encontrava-se já sem vida, com feridas que haviam perfurado o seu pulmão e causado uma morte muito rápida.

Uma testemunha descreveu Carlos DeLuna como o assassino e este foi preso em menos de uma hora após o crime. A mesma testemunha, 20 anos depois, confessou não estar certa da identificação feita, uma vez que considerava "difícil identificar os hispânicos".

Desde o momento em que foi preso até que foi executado, Carlos alegou que era inocente e chegou a avançar com o nome do verdadeiro assassino: Carlos Hernandez.
O Carlos errado

Carlos DeLuna e Carlos Hernandez tinham, na altura, uma semelhança física que levava à confusão entre os dois.

DeLuna, durante o julgamento, disse ao júri que no dia do crime se encontrava com Hernandez, pessoa que conhecia há cinco anos. Os dois homens, que viviam no sul da cidade de Corpus Christi, estavam num bar.

Nesse dia, Hernandez aproximou-se de um posto de gasolina para comprar alguma coisa e quando DeLuna viu que o primeiro não voltava, foi ao seu encontro para verificar se algo se passava.

Carlos DeLuna descreveu ao júri que viu Hernandez a lutar com uma mulher atrás do balcão. Assustou-se e saiu a correr, com medo de repercussões, uma vez que o seu registo não estava limpo, devido a crimes sexuais dos quais era já acusado.

Quando ouviu as sirenes de viaturas policiais a dirigirem-se para o posto de gasolina, escondeu-se debaixo de um camião, onde, 40 minutos após o crime, foi preso.

A verdade atrás da confusão

A versão de DeLuna foi ridicularizada pelos promotores do caso que chegaram a concluir que Hernandez era uma invenção de DeLuna.

Foram feitos vários recursos por parte da defesa de Carlos DeLuna, mas este não foi poupado da execução.

O professor James Liebman começou a investigar o caso quatro anos depois da execução do DeLuna. Imediatamente, descobriu que Hernandez existia.

Com a ajuda dos 12 estudantes da Universidade de Columbia, construíram um perfil de um alcoólico com histórias de violência associadas, sempre acompanhadas de uma faca de caça.

Um informador da polícia

Ao longo dos anos, Hernandez foi preso 39 vezes, 13 delas por estar na posse uma faca, mas passou toda a sua vida adulta em liberdade condicional.

O professor Liebman acredita que Hernandez foi usado como informador da polícia durante todos estes anos, o que o poupou à prisão.

Em outubro de 1989, apenas dois meses antes de DeLuna ser executado, Hernandez foi condenado a 10 anos de prisão por tentar matar com uma faca uma outra mulher chamada Dina Ybanez.

Ainda assim, ninguém pensou em alertar os tribunais ou o Estado do Texas para reabrir o caso de DeLuna.

Hernandez chegou a confessar a culpa da morte de Wanda Lopez, em brincadeiras com amigos e família.

Agora, 29 anos depois, Liebman espera que seu trabalho encorage os americanos a pensar mais profundamente sobre a pena de morte.


in JN online, 15-5-2012

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Reis de Espanha não comemoram Bodas de Ouro



Completam esta segunda-feira 50 anos de casados, mas não vão fazer qualquer celebração. Num momento em que enfrentam a maior contestação popular desde a restauração da monarquia, os reis de Espanha já não mantêm sequer as comemorações oficiais.





O motivo apontado pela Casa Real quando anunciou que os reis não iriam celebrar oficialmente as suas bodas de ouro não convenceu: porque calhava numa ponte. O mesmo não sucedeu em 1987, quando o rei Juan Carlos I e Sofia da Grécia cumpriram 25 anos de vida em comum: organizaram um jantar familiar e deixaram-se fotografar juntos nos jardins da Zarzuela.

Mas, este ano, com a família real rodeada de escândalos e a popularidade da monarquia a cair em picado, os reis não estão para celebrações.

A recente polémica em torno à dispendiosa viagem do monarca ao Botswana para caçar elefantes numa altura em que a generalidade dos espanhóis aperta o cinto, contribuiu para lançar a instituição no pior momento da sua história. Para além da falta de oportunidade da viagem (que obrigou Juan Carlos a pedir desculpa, pela primeira vez, aos espanhóis), multiplicaram-se também os rumores sobre as supostas infidelidades do rei. Com a vida privada do monarca a saltar novamente para as páginas dos jornais, a renúncia às celebração dos 50 anos de matrimónio não fez mais do que contribuir para a especulação.

Por outro lado, a situação que vivem os duques de Palma impede a habitual toma de fotos de família. O genro do rei, acusado de apropriação indevida de fundos públicos, tenta agora chegar a um acordo com a justiça, admitindo declarar-se culpado e devolver parte do dinheiro para evitar a cadeia. O caso ameaça cada vez mais o próprio Juan Carlos, uma vez que o sócio de Iñaki Urdangarín do Instituto Nóos, Diego Torres, assegura estar na posse de 200 e-mails que comprometem o rei e a infanta Cristina no escândalo de corrupção.

Num momento em que Espanha atravessa a maior crise económica das últimas décadas e em que se multiplicam os cortes em áreas como a saúde e a educação, a manutenção do orçamento destinado à Casa Real levantou também numerosas críticas. Embora a instituição esteja a reagir tornando mais transparentes as suas contas, a contestação popular à monarquia espanhola promete continuar.




in JN online, 14-5-2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sutiãs refrescantes para combater o calor no Verão

Existem várias formas de combater o calor no Verão, como ventoinhas ou até mesmo aparelhos de ar condicionado. No entanto, a maioria requer electricidade. A pensar nisso, a fabricante de lingerie Triumph decidiu apostar em inovadores e refrescantes sutiãs.





De acordo com a marca, o ‘Super Cool Bra’, agora apresentado no Japão, é composto por cristais refrigerantes que podem ser levados ao frigorífico, permitindo que as mulheres se sintam “frescas” por mais tempo.

“Ainda no outro desligaram todos os reactores nucleares do Japão”, referiu Yoshiko Masuda, porta-voz da empresa, justificando a existência deste produto.

Antes do acidente nuclear de Fukushima, em 2011, o Japão dependia em cerca de 30 por cento da energia nuclear para fazer frente ao intenso Verão nipónico.

No início deste mês, todas os reactores nucleares foram encerrados, de forma a serem efectuados testes de segurança.

As empresas de electricidade têm aumentado o recurso às centrais térmicas, através da subida das importações de crude e gás, para responder às necessidades energéticas de cidades como Tóquio, cuja zona metropolitana conta mais de 30 milhões de habitantes, algo que está a contribuir para o aumento da crise no país.




“Toda a nação irá sofrer com a falta de electricidade, especialmente a região de Kansai. As companhias e as famílias têm longas contas de electricidade para pagar. Decidimos, portanto, apresentar esta alternativa, para que se possa poupar um pouco nos gastos eléctricos.

Além dos sutiãs, a empresa apresentou ainda duas saias, uma de bambu e outra feita em rede mosquiteira, que podem ser utilizadas como conjunto.




in CM online, 09-5-2012

sábado, 5 de maio de 2012

México: Encontrados 14 corpos decapitados e nove pendurados numa ponte


Depois de mais um dia de violência brutal entre gangues na cidade fronteiriça de Nuevo Laredo, foram encontrados 14 corpos sem cabeça empilhados numa carrinha e outros nove pendurados numa ponte.      




As autoridades mexicanas descobriram as cabeças dos corpos decapitados dentro de caixas com gelo, junto à câmara municipal de Nuevo Laredo, cidade próxima da fronteira do México com os Estados Unidos.

Os corpos pendurados na ponte - quatro mulheres e cinco homens - foram primeiro avistados pelos condutores que passavam na estrada em baixo.

Apesar dos já mais de cinco anos de guerra da droga no México, a brutalidade deste episódio surpreendeu as autoridades. Nuevo Laredo tem sido palco de violentos conflitos entre cartéis. Ainda no mês passado, foram encontradas partes dos corpos de 14 homens dentro de uma carrinha.

A violência entre gangues é considerada responsável pela morte de mais de 50 mil pessoas desde dezembro de 2006.


in Visão online, 05-5-2012

terça-feira, 1 de maio de 2012

Mulher presa por morder o cão

Uma jovem norte-americana, de 19 anos, foi presa e acusada de crueldade animal depois de ter mordido o seu bulldog, quando estava alcoolizada.


- Analise Garner -

Analise Garner bateu, arranhou e mordeu a mão da própria mãe. Depois, virou-se para o cão da família mordeu-lhe uma pata.

Os vizinhos ouviram barulho na casa da jovem, em Lake in the Hills, no estado do Illinois, e chamaram as autoridades. Um porta-voz da polícia norte-americana explicou que "o bulldog acabou por morder Analise nas costas em legítima defesa". "Não haverá acusações contra o animal", acrescentou o mesmo responsável.

A jovem precisou receber tratamento hospitalar para tratar das feridas causadas pelo cão.

Analise foi detida por consumo de álcool antes da idade legal, que nos EUA é aos 21 anos, crueldade animal e violência doméstica e teve de pagar uma caução de 2.300 euros para voltar a liberdade.




in CM online, 01-5-2012