quarta-feira, 14 de março de 2012

Maestro Vincent LaGuardia morre durante concerto à frente da mulher violinista

Um maestro norte-americano morreu de ataque cardíaco enquanto conduzia a Filarmónica de Arapahoe num concerto em Littleton, no estado do Colorado. As tentativas para reanimar Vincent LaGuardia, de 68 anos, foram testemunhadas pela sua mulher, Tracy LaGuardia, violinista principal da orquestra que estava a interpretar a 'Tocata e Fuga em Dó Menor' de Bach.

 
- Vincent LaGuardia -


O concerto estava a caminho do fim quando o maestro caiu ao chão do auditório da Igreja de Mission Hills, sendo assistido de imediato por Eileen e Anthony Elias, dois violinistas da Filarmónica de Arapahoe que também são médicos.

Vincent LaGuardia sobrevivera a outro ataque cardíaco em 1997 e, segundo a mulher, não andava a sentir-se bem nos últimos dias.

No entanto, a viúva reconheceu que a morte súbita do maestro sucedeu no local mais apropriado. "Ele sempre disse que queria morrer assim", revelou Tracy LaGuardia, citada pelo 'Daily Mail'.


in CM online, 14-3-2012

domingo, 11 de março de 2012

Avis, Portalegre: Maria Perpétua Violante fechada em casa há 40 anos

«Numa pequena aldeia de Avis, uma mulher vive enclausurada desde os 14 anos. Terá sido abusada e o pai mantém-na refém. Vive como um animal, com sinais de demência. O ‘segredo’ é conhecido por todos, mas poucos fizeram alguma coisa para a recuperar para a vida.


 



Está fechada em casa há quase meio século. A casa, onde Maria Perpétua Violante vai morrendo aos poucos, causa estranheza a quem chega. Se não se conhecesse a sua história, dir-se-ia que ninguém existe por trás daquelas paredes. Os vidros grossos e foscos de um verde estridente, ladeando a porta principal, ferem a simplicidade do restante casario, de rosto de cal e faixas amarelas ou azuis, que emboneca a aldeia alentejana de Benavila, junto à barragem do Maranhão (em Avis, Portalegre). A porta do n.º 2 da rua Dr. Júlio Varela da Conceição e Silva nunca se abre, nem para o carteiro, que há muito desistiu de bater.

Ao lado da entrada, a única janela que dá para a praça, sem cortinas, adensa o mistério. À direita, o vidro martelado impede a visita da luz e qualquer visibilidade para o interior. Na parte esquerda, colada ao vidro liso, uma placa de madeira castanha impede os olhares curiosos. De repente, a casa anima-se de uma ira que só a solidão movida por um terrível segredo explica. A placa de madeira desliza, não mais que a largura da palma de uma mão, e os olhos negros de Maria Perpétua, pendurados num rosto de lua cheia branco como a cal, descobrem o movimento inesperado na rua.

Num instante, Maria Perpétua atravessa a casa e refugia-se no pequeno quintal de muros altos onde o pai, cúmplice do seu cativeiro, arrasta lenha para a chaminé de barro que os aquece no rude Inverno. António Espinheiro, 91 anos, é a única companhia da filha. A mulher morreu há muito e, dos cinco filhos do casal, apenas restam Maria Perpétua e dois irmãos, que estão proibidos de entrar na casa e que, como tantos alentejanos, partiram em busca de melhor sorte. A voz da mulher, igual aos ganidos histéricos de um coiote, solta-se em imprecações e insultos contra o pai: «Está uma mulher à porta, seu c… Está uma mulher à porta, seu c…».

As explosões de raiva contra o pai são bem conhecidas das gentes da aldeia. O povo já não lhe adivinha o rosto, muito menos o sofrimento, apenas lhe conhece os gritos, as injúrias que parecem ser o seu único espaço de autonomia. Aos insultos, António responde sempre em tom inaudível, para não promover falatórios. Quando se pede uma descrição a partir das memórias que guardam da adolescente que com apenas 14 anos se enclausurou, só se obtém traços gerais. Dizem que tinha um espírito vivo, cabelos compridos sempre bem penteados, olhos sorridentes e voz de uma musicalidade maravilhosa. Era curiosa, procurava as coisas atrás das coisas.

Abusos na adolescência

Mas o mal que aflige Maria Perpétua, hoje com 55 anos, todos conhecem ou pensam conhecer. Já a tinham esquecido, remetida à condição de fantasma, quando o SOL entrou na aldeia para remexer no passado. De início, vizinhos e familiares pareciam participar no mesmo entusiasmo por libertá-la e assim se libertarem do fardo desagradável.

Bebiana Sombreireiro – uma das suas primas, que com ela partilhou os sonhos rosa da infância e adolescência – escuta, encostada ao portão de ferro, os mesmos sussurros desesperados. Foi a ela que Maria Perpétua confidenciou o seu drama, há 40 anos. A vergonha e o medo levaram-na a fazer um pacto que não mais quebrou: despegar-se do mundo, e fechar-lhe as portas.

Síndrome de Estocolmo

António Coimbra de Matos, decano dos psicanalistas em Portugal, passa em revista mais de meio século da sua vasta experiência, mas nunca viu nada assim. A atitude de Maria Perpétua enquadra-se na tão badalada ‘síndrome de Estocolmo’ – desvio mental desenvolvido pelas vítimas de sequestro e que ficou muito colado a Natascha Kampush, a garota austríaca sequestrada aos 10 anos por um pedófilo e que assim permaneceu até fugir em 2006, oito anos depois. «Esta mulher deve estar muito mal, numa loucura de isolamento. Vê o mundo apenas através do pai, com quem mantém uma relação ambivalente. Por um lado odeia-o, daí os insultos, por outro aceita, porque está na sua estrita dependência e ganhou medo ao mundo circundante».

O estado primitivo em que a mulher vive há quase meio século não escapa à análise: «Essa voz é de contacto social, de estímulos, vive como um bicho numa jaula». Coimbra de Matos deita também a aldeia no divã: «Todos se defendem e atiram a responsabilidade para o pai, mas os pais já não têm essa autoridade absoluta sobre os filhos. A aldeia foi de uma cumplicidade passiva e também não quer pôr a sua honra em causa. Isto é um caso para o Ministério Público, que tem como obrigação proteger os cidadãos indefesos. Se eu fosse delegado, já tinha feito uma conferência com o delegado de saúde e o psiquiatra da zona e afastava aquele pai, que está a impedir que a filha se trate. Isto pode ainda acabar como o caso de Beja, em que o pai matou e suicidou-se depois».

Foi feita há duas semanas uma denúncia ao Ministério Público da comarca de Avis. Nídia foi ouvida logo como testemunha e a prima Maximina também se deslocou ao tribunal, deixando os seus contactos, mas ainda não foi chamada. O pai de Maria Perpétua tomou conhecimento da presença de jornalistas e ninguém lhe põe a vista em cima. A própria aldeia fechou-se num silêncio frio. Maria Perpétua continua no cárcere e, abalada pelas vozes de quem passa na rua, espreita como um animal treinado para afastar estranhos. E assim vai ficar, até ser demasiado tarde para a ajudarem.»


por Felícia Cabrita
in SOL online, 11-3-2012

sábado, 10 de março de 2012

Palmela, Setúbal: Deixaram urna na igreja para velório que não aconteceu

As autoridades policiais estão a investigar uma situação "insólita" ocorrida numa igreja de Olhos de Água, concelho de Palmela, onde uma viatura funerária entregou uma urna, com um cadáver, para um velório que não chegou a realizar-se por ninguém ter ali aparecido.




Fonte da GNR de Setúbal explicou este sábado à Agência Lusa que, na sexta-feira, "cerca das 15 horas", um carro funerário, transportando uma urna, "chegou a Olhos de Água", tendo a senhora que guarda as chaves da igreja sido informada de que "ia haver um velório".

"A senhora abriu a porta da igreja, puseram a urna no interior, mas não apareceu ninguém", adiantou a mesma fonte da GNR. Por isso, "hoje, a senhora telefonou para a GNR, muito preocupada", a dar conta do sucedido e de que a urna permanecia na igreja.

Elementos da GNR deslocaram-se ao local e "verificaram que, no interior da urna, estava efetivamente o cadáver de um homem, entre os 60 e 70 anos, vestido e preparado para o funeral", mas "não estava ninguém na igreja", relatou.

"O corpo não tinha qualquer documento de identificação e a senhora não soube identificar com certeza qual a agência funerária que lá deixou a urna", acrescentou.

A mesma fonte revelou que os militares da GNR entraram em contacto com o Ministério Público, que "mandou recolher o corpo para a morgue" do Hospital de S. Bernardo, na cidade de Setúbal.

Considerando tratar-se de "uma situação insólita", a fonte da GNR disse à Lusa que o caso já foi, entretanto, entregue à Polícia Judiciária, a quem competem agora as investigações.



in JN online, 10-3-2012

Orlando, Flórida, EUA: Cafetaria tem funcionárias em lingerie para aumentar vendas

Uma cafetaria situada na cidade de Orlando, no estado da Flórida (EUA), resolveu despir-se de preconceitos e procurar uma forma arrojada de aumentar os lucros do negócio, contratando empregadas de mesa que atendem os clientes em lingerie, segundo o jornal 'O Globo'.




Com a intenção de aumentar o número de pessoas no estabelecimento, o dono de um café resolveu despir as suas jovens empregadas, adoptando uma farda mais atrevida.


Vestindo apenas uma lingerie ou um biquíni, as funcionárias têm a tarefa de captar a atenção dos motoristas que passam na estrada, utilizando para o efeito uma placa com o nome do estabelecimento.


in CM online, 09-3-2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

Doug Luzader repórter da Fox News adormece durante directo

Adormecer no trabalho pode parecer raro… mais ainda quando se está prestes a entrar em directo na televisão. Mas foi o que aconteceu com Doug Luzader, repórter da Fox News, que estava para ser entrevistado na manhã de quarta-feira pela estação de Austin, nos Estados Unidos, KTBC. Veja vídeo em baixo





Convocado pelo jornalista Joe Bickett, que estava a conduzir o programa da manhã, Luzader, que se encontra em Washington D.C., foi chamado para falar sobre os resultados da Super Terça-Feira, que se estendeu pela noite dentro.

Exausto por isso, Luzader não teve tempo para descansar e acabou por adormecer em directo.

"Doug, estás aí?", chega ainda a interrogar Bickett. Perante o silêncio do outro lado, o condutor da emissão teve de interromper a ligação, dizendo: "Bem, parece que não. Voltaremos mais tarde."





Foto e texto in CM online, 08-3-2012
Vídeo in YouTube, 07-3-2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

Barcelona: Imã marroquino Abdeslam Laarusi ensina maridos a espancarem mulheres

Abdeslam Laarusi, um imã marroquino que dirige a mesquita de Terrassa, em Barcelona, aproveita a oração das sextas-feiras (a que tem mais gente) para ensinar aos mais de 1500 fiéis a melhor forma de «corrigir» as mulheres quando estas têm comportamentos «desviantes», escreve o El Pais.






Procuradores do Ministério Público abriram uma investigação contra o imã por incitamento à violência e discriminação de mulheres, num caso com semelhanças ao do imã de Fuengirola que, em 2004, foi condenado a mais de um ano de prisão por conselhos parecidos.

Laarusi explicava aos fiéis que os muçulmanos devem «corrigir» com violência física e psicológica o comportamento «desviante» das suas mulheres.

A polícia conseguiu ver um discurso em que o imã aconselhava como método de correcção «não partir os seus ossos e fazê-las sangrar, mas antes espancar com um pau ou com os punhos em diferentes partes do corpo».




in SOL online, 07-3-2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Taylor Sauer morreu em acidente enquanto escrevia no Facebook

Conduzir e falar no Facebook não é seguro”. Este foi o último post de Taylor Sauer, uma jovem de 18 anos, naquela rede social. Depois bateu na traseira de um camião a 130 quilómetros/hora e morreu.


- Taylor Sauer -



A jovem conduzia numa estrada que liga os estados norte-americanos de Utah e Idaho. Taylor seguia a quase 130 quilómetros quando bateu violentamente contra a traseira de um camião, que seguia a menos de 25 quilómetros/hora numa subida. A brutalidade do acidente não deu hipótese a Taylor, que terá tido morte imediata.

A jovem discutia no Facebook com um amigo sobre uma equipa de futebol americano. A investigação ao acidente refere que a Taylor publicava mensagens de 90 em 90 segundos na rede social, enquanto conduzia.

O caso já ocorreu a 14 de Janeiro, mas só agora foi conhecido. Os pais quiseram divulgar a história para alertar outros jovens para os perigos de usar o telemóvel durante a condução. Pretendem ainda que seja criada uma lei que proíba conduzir e escrever mensagens em simultâneo. Ao contrário do que acontece em Portugal e de 14 estados norte-americanos, ainda não existe nenhuma lei que o impeça.

Mike era o amigo com quem Taylor trocava mensagens, mas o jovem afirmou desconhecer que a rapariga estava a conduzir. “Sinto como se a culpa fosse minha”, lamentou.



in CM online, 06-3-2012