“A mamã não acorda”, disse a pequena Shylah Silbery, de três anos, quando foi descoberta pela polícia, perto de Wellington, na Nova Zelândia, sozinha em casa. Esteve sozinha durante dois dias, depois de a mãe Lauren ter morrido. Alimentou-se com leite, queijo e lasanha. Sobreviveu.
Shylah Silbery conseguiu abrir o frigorífico para se alimentar. Até ser salva por uma equipa de resgate, aconchegou-se no urso de peluche preferido, a quem tenha também talvez explicado que a mãe não acordava.
Os agentes da polícia que foram salvar a pequena Shylah, alertados por um tio que estranhou o facto de Lauren não atender o telefone, ensinaram-na a abrir a corrente de segurança da porta. Estava desidratada e com assaduras na pele.
“Para uma criança que não fala, uma das primeiras frases que disse foi: 'A mamã não acorda”, contou a avó, Heather Silbery a um jornal neo-zelandês.
Shylan esteve internada no hospital durante quatro dias e encontra-se bem de saúde. “Ainda não tem o brilho que costuma ter, mas isso voltará com tempo”, contou a avó Heather.
A mãe, Lauren Silbery, de 28 anos, morreu, quando estava em casa com a filha. As causas da morte ainda não estão apuradas, as autoridades aguardam, ainda, o relatório da autópsia.
Um juiz do Texas, EUA enfrenta uma onda de indignação global e uma investigação judicial depois de a filha ter publicado na Internet um vídeo, gravado há sete anos, que mostra as agressões de a própria que era alvo por parte do pai. Veja o vídeo em baixo
O vídeo, que mostra a rapariga então com 16 anos a ser agredida pelo pai, atraiu a atenção internacional. O pai, o juiz William Adams, admitiu ser o agressor do vídeo, e foi na passada quarta-feira dispensado do seu trabalho por duas semanas, enquanto decorre a investigação.
Em entrevista à KZTV, Adams confirmou a um repórter que ele é o homem que batia na filha com um cinto, no vídeo filmado em 2004.
"Perdi a cabeça" disse Adams à estação de televisão. "A mãe dela estava lá, mas não ficou magoada... já foi há muito tempo... não quero mesmo entrar nisto agora porque como podem ver, a minha vida foi dificultada por causa desta criança".
E continuou: "Na minha cabeça, eu não fiz nada além de disciplinar a minha filha quando ela foi apanhada a roubar. Perdi a cabeça, já pedi desculpa. Parece pior do que é".
Ao telefone com a estação de televisão KRIS, uma mulher alegando ser Hillary Adams, filha do juiz Adams disse ter feito a gravação há sete anos, utilizando uma webcam, quando estava a ser fisicamente castigada pela "obtenção de jogos e filmes da internet". Hillary justificou a espera com a busca do 'momento certo' para revelar o vídeo. "Esperar todo este tempo possibilitou-me perceber bem aquilo que se passou e não agir na paixão do momento".
O vídeo, legendado pela própria filha, dizia: "O juiz Williams não apresenta condições para estar perto do sistema judicial, uma vez que, nem como pai faz um julgamento correcto. Não autorizem este homem a ser reeleito outra vez. A sua capacidade de julgar é uma enorme farsa".
O apoio recebido depois da publicação do vídeo tem sido como uma forma de terapia, segundo Hillary afirmou ao KRIS, no Texas. "As pessoas acreditam em nós agora, já não nos chamam mentirosas como faziam no passado." Disse Hillary.
O advogado do Município de Aransas, Richard Bianchi, disse que o seu escritório sofreu uma enchente de chamadas e emails desde que o vídeo foi publicado. Quando questionado acerca da continuidade laboral do juiz Adams, Bianchi afirmou: "Isso depende do seu estado. Ele terá de se olhar ao espelho e perguntar-se se conseguirá ter uma conduta justa e tomar boas decisões".
Segundo disse à CNN uma funcionária do município, Peggy Friebele, o Juiz Adams foi eleito o ano passado para um contrato de quatro anos, enfrentando eleições apenas daqui a três. William Adams era o juiz do município antes de ser eleito juiz distrital há 10 anos.
Como juiz, Adams trabalha com casos de ofensas menores, como casos familiares e processos de juvenis.
Foi criada no facebook uma página com o nome "Não reelejam o Juiz William Adams", que na quarta à noite já tinha 13 mil "gostos" assinalados. Foram deixadas mensagens de vários países - Austrália, Holanda, Guatemala, entre outros, e foi publicada no YouTube uma versão do vídeo em espanhol. A página do facebook continua em atualização, apresentando agora mais de 19 mil "gostos".
A polícia e o advogado distrital da região estão encarregues da investigação.
Texto in Visão online, 03-11-2011
Vídeo in YouTube, 27-10-2011
Uma menina de três anos da Nova Zelândia sobreviveu dois dias com leite, queijo e lasanha, após a sua mãe ter morrido em casa, perto de Wellington, indicaram familiares.
O tio da criança, Pete Silbery, disse esta sexta-feira à The Associated Press que Shylah Silbery conseguiu abrir o frigorífico e alimentar-se e encontrar conforto no seu urso de peluche favorito, depois da sua mãe, Lauren Silbery de 28 anos, ter morrido.
A menina passou vários dias no hospital a recuperar de desidratação e de assaduras depois de ter ficado sozinha em casa, onde a polícia chegou a 21 de Outubro, dia em que a família a chamou preocupada com Lauren Silbery.
As autoridades aguardam agora pelo resultado da autópsia de Lauren Silbery para determinarem a causa da sua morte.
Um carro da policia federal do Município de Ribeirão Preto, no Brasil, atingiu um avião que se preparava para transportar carga ilegal. Os agentes conseguiram com a manobra perigosa impedir a aeronave de descolar e prenderam os cinco suspeitos. Veja o vídeo em baixo
A carga apreendida, no valor de 200 mil reais, continha computadores portáteis, equipamentos de vigilância electrónica e uma bicicleta. Segundo a policia, os produtos vinham do Paraguai e seriam comercializados na região de Ribeirão Preto, perto de São Paulo.
Nas imagens, no momento em que o avião começa a levantar voo, o carro da policia aproxima-se e acaba por atingir a asa esquerda do avião, que roda na estrada e pára.
De acordo com o delegado Edson Geraldo de Souza, a mercadoria ainda estava quase toda no avião mas alguns produtos já tinham sido descarregados para uma carrinha, e seriam vendidos posteriormente nas lojas da região.
Questionado sobre os estragos provocados no carro da polícia, o delegado afirmou que o sucesso da operação compensa os danos causados.
Um tribunal de Madrid ouviu esta quarta-feira o testemunho de Esmeralda, uma mulher acusada de agredir o filho de sete meses, partindo-lhe vários ossos e deixando-o cego de um olho. O Ministério Público pede 22 anos de cadeia por maus tratos.
- Marido de Esmeralda falou aos jornalistas à saída do tribunal -
A arguida negou ter causado os ferimentos ao bebé, que foi internado em estado muito grave a 18 de Janeiro de 2009, dia em que o pai o levou às urgências de um hospital da capital espanhola.
Esmeralda admitiu ter deixado cair o filho por descuido e confessou ainda ter-lhe dado maçã uma única vez por não ter leite em casa. No entanto, o estado de subnutrição e a gravidade das lesões detectado pelos médicos indiciam uma situação de abandono e agressão prolongada. Quando questionada sobre hemorragias causadas ao bebé, a mãe afirmou: "passou dois dias a vomitar sangue, mas eu não sabia que era sangue, pensei que eram pedaços de maçã".
Umas cuecas XXL em seda, sem folhos ou ornamentos, pertencentes à rainha Vitória foram vendidas esta terça-feira por 8700 euros num leilão de cerca de 500 peças da soberana britânica, em Edimburgo.
De tamanho imponente e apresentadas aos licitadores dentro uma grande moldura envidraçada, as cuecas foram arrematadas pelo dobro da base de licitação, indicou uma porta-voz da leiloeira Lyon and Turnbull citada pela agência France-Presse.
Entre os outros lotes, figurava um par de meias pretas ornamentadas que a rainha Vitória (1819-1901) usou após a morte do príncipe consorte, em 1861, e também quadros, cartas, objectos pessoais e móveis.
O montante total resultante do leilão não foi divulgado.
As peças de roupa interior da monarca, que detém ainda o recorde de longevidade no trono de Inglaterra, provêm da residência londrina da dinastia norte-americana ‘Forbes’, de origem escocesa, que deu o seu nome à revista de economia epónima.
"Os bens da rainha são desde há muito tempo cobiçados pelos coleccionadores da era vitoriana", comentou Simon Edsort, consultor de arte da família ‘Forbes’.
Os últimos leilões de bens pertencentes à rainha Vitória suscitaram interesse à escala planetária e alcançaram, em consequência, preços elevados.